quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A vida

Recebi hoje uma história, daquele professor que entregou a cada aluno uma folha branca, com um ponto negro ao centro, e pediu que cada um falasse sobre o que tinha sobre a mesa. Todos falaram do ponto negro, esquecendo a folha branca. Afinal a folha era bem maior que aquele ponto e como essa é comum em suas vidas, ela tornou-se irrelevante, centrando eles a sua atenção no ponto. Ora, a nossa vida é isso mesmo. Ela é a folha branca que Deus nos coloca diante. Mas a essa já nem ligamos, pois é comum. Importantes são os momentos que vivemos. Mas será que são apenas esses os importantes? Esses são os que completam o puzzle que constitui a totalidade da folha. É efectivamente de pequenos momentos, de pequenos nadas, de pequenos encontros e desencontros que a nossa vida se compõe. Mas importante é não perder de vista que a folha ainda em branco é dom de Deus, é dádiva que temos que preencher de tantos quantos os necessários “pontos negros”. Mas, quando a vemos como dádiva de Deus ela deve ser respeitada e vivida na sua essência como dom e por isso mesmo ela deve ser santificada em cada momento. E, quando a vivermos na sua plenitude, aí sim, podemos olhar para trás e bendizer a Deus pelo mais maravilhoso dos dons, a vida, a folha em branco com que Ele nos quis brindar.
Bom Pai, eu Te quero hoje louvar em toda a Tua plenitude, pois concedeste-me o grande dom que é a vida. Hoje posso cantar-Te e louvar-Te porque tudo colocaste a meus pés para que em tudo eu pudesse ver a Tua imagem, para que em tudo eu pudesse tocar a Tua pessoa, para que em tudo eu pudesse sentir a Tua presença, para que em tudo eu soubesses que Tu lá estavas.
Senhor, Tu que És o Senhor da vida, ensina-nos a tomá-la como Tua e a saboreá-la como Tua, pois ela é Tua e para Ti volta um dia.

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