Na liturgia do próximo domingo, o XXIII do tempo comum temos duas expressões algo diferentes, mas com o mesmo sentido. S. Paulo aos Romanos lembra-nos a necessidade de apenas uma coisa ser útil ao homem; o amor. « Não devais a ninguém coisa alguma,
a não ser o amor de uns para com os outros…». Já S. Lucas lembra a necessidade do perdão mútuo. Ora, perdão e amor são duas palavras, mas uma só significação, pois não pode haver amor sem perdão, nem perdão sem amor.
a não ser o amor de uns para com os outros…». Já S. Lucas lembra a necessidade do perdão mútuo. Ora, perdão e amor são duas palavras, mas uma só significação, pois não pode haver amor sem perdão, nem perdão sem amor.
Se Deus nos criou Seus herdeiros, Seus filhos adoptivos, semelhantes a Ele, excepto no pecado, o que de mais maravilhoso podemos aspirar senão cumprir o Seu mandamento maior, o do amor?
Na linguagem moderna, quando se fala de amor somos imediatamente catapultados para a dimensão humana deste sentimento: o amor carnal. Mas não é, ou devia ser este também expressão do amor maior? Só que cabe aqui a imperfeição do homem. O amor é cada vez mais, fugaz, momentâneo, transitório e, passa imediatamente a fazer parte do passado. (não generalizemos, pois nem todos assim pensam e agem). O amor é reescrito com outra palavra: prazer. E a espécie humana está a desviar-se para esta nova forma: o prazer efémero. Para quê dar ao amor o seu verdadeiro sentido quando esta condição implica compromisso, esforço? Estamos a viver o tempo do mais fácil, do mais imediato, do que é efémero e daquilo que não pode deixar marcas e, que mais que tudo, não pode comprometer.
Apesar desta tendência do fácil, ainda temos uma proposta concreta, a do Evangelho, para quem quiser construir uma vida verdadeiramente alicerçada no Amor maior. Deus ainda Se continua a fazer presente e ainda quer permanecer como referência para o homem. Ele continua a estender a Sua mão, a oferecer-Se em cada Eucaristia, em cada homem que O quer continuar a levar aos outros. Ele continua a ser o sinal do verdadeiro amor.
Numa sociedade que é cruel e que quer marginalizar quem não seguir a corrente, como posso ser sinal do verdadeiro amor que é Deus? Como posso ser diferente, sendo igual, mas carregando uma mensagem de esperança? No meu local de trabalho sou sinal de perdão ou pratico o desamor? Na minha família permito que Deus se faça presente? A minha vida reflecte o meu egoísmo ou transpira em Jesus Cristo?
Senhor, quero hoje rezar-Te na maravilha do Teu amor e quero cantar-te com S. Paulo e como S. Paulo fez aos Coríntios:
Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor, sou como um bronze que soa
ou um címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
Ainda que eu distribua todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor, de nada me aproveita.
O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas terminará
e a ciência vai ser inútil.
Pois o nosso conhecimento é imperfeito
e também imperfeita é a nossa profecia.
Mas, quando vier o que é perfeito,
o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança,
falava como criança,
pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
Agora, vemos como num espelho,
de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança e o amor;
mas a maior de todas é o amor. (1Cor 13,1-13)
se não tiver amor, sou como um bronze que soa
ou um címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
Ainda que eu distribua todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor, de nada me aproveita.
O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas terminará
e a ciência vai ser inútil.
Pois o nosso conhecimento é imperfeito
e também imperfeita é a nossa profecia.
Mas, quando vier o que é perfeito,
o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança,
falava como criança,
pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
Agora, vemos como num espelho,
de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança e o amor;
mas a maior de todas é o amor. (1Cor 13,1-13)
Nenhum comentário:
Postar um comentário