Falamos em advento e a maioria dos homens não sabe o que é. Falamos em Natal e todos os homens sabem o que é. São as contradições da humanidade. É que ao Natal todos associam prendas, quer sejam crentes, cristãos ou não. Mas se dissermos que o advento é a preparação para o Natal, os cristãos sabem o que é e procuram que esse tempo seja mesmo de advento, de espera, de esperança, de preparação interior para o nascimento de Jesus Cristo.
Ora e não vivem também advento aqueles que não acreditam ou que mesmo acreditando ignoram o verdadeiro sentido do advento? É isso! Todos vivem este tempo numa enorme euforia para fazer as compras de natal, as prendas. Não estão eles a preparar o natal? Claro que o natal que preparam é o natal profano, o natal do consumismo. Mas esquecem-se que esse natal que preparam só existe porque existe o Natal de Jesus Cristo e esse não é, de todo, um tempo de compras, mas um tempo de vendas. É um tempo de vender, ou deitar fora tudo o que oprime, tudo o que é fútil, tudo o que é excesso, tudo o que leva o homem à perdição, tudo o que ocupa espaço indevido. É um tempo para arrumar a casa e criar espaço para que o verdadeiro Natal aconteça. É um tempo para preparar o coração para a chegada daquele que só Ele pode preencher na totalidade o coração de cada homem. Só Ele consegue preencher o coração e a vida do homem sem que passe “de validade” ou que o seu tempo passe, ou que seja substituído por uma nova tecnologia ou que fique velho e caduco ou que mesmo se acabe por esquecer.
Cristo é o único que mantém actualidade e que é motivo para que se “profanizem” certas datas. É o caso do advento. Todos o vivemos e todos nos preparamos para o Natal. Não sabemos o seu sentido, mas sabemos que é tempo dele, é tempo de encher os bolsos a uns quantos que se aproveitam do advento e de outras datas cristãs para impingir e fazer crescer os seus negócios. Não critico quem tem uma porta aberta e faz do negócio o seu ganha pão. Critico sim que se aproveitem daquilo que é mais genuíno, a fé e a ela nada deem.
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