28/9/12
A
fé como convite à conversão
Por
iniciativa do santo padre o papa Bento XVI, iniciamos no próximo dia 11 de
Outubro o ano da fé. É na sequência dos cinquenta anos no grande concílio, o
Vaticano II que o papa escreveu esta carta e convidou todos os cristãos a
juntarem-se a esta grande iniciativa e a este convite à conversão.
Todos
sabemos que só pela fé podemos chegar ao “mistério absoluto” de Rahner, ao Deus
de Abraão, de Isaac, de Jacob, ao Deus que se fez homem em Jesus Cristo. Só pela
fé e só com os olhos da fé é possível alcançar o mais além. É também pela fé
que conseguimos discernir o que é certo e o que é errado.
Como
respondia o líder espiritual budista Dalai Lama a uma questão do teólogo Leonard
Boff, que a melhor religião é aquela que nos ajuda a encontrar o mais profundo
do nosso ser, é aquela que mais nos aproxima de Deus. E este caminho só é
possível pela fé. A fé abre-nos o espirito ao amor, ao diálogo, ao acolhimento,
ao outro…
Torna-se
curioso que é preciso alguém lembrar que a fé é motivo de conversão, quando
diariamente ou em cada eucaristia que celebramos, afirmamos precisamente a
nossa fé em Deus Pai, em Deus Filho, em Deus Espírito e na Santa Igreja. Só que
no dia-a-dia já papagueamos estas verdades de fé, sendo por isso necessário que
nos avivem a memória para esta realidade. Como vivemos distraídos do essencial.
Então,
se andamos distraídos e precisamos que alguém nos lembre estas coisas,
aproveitemos esse lembrete e vivamos este ano acreditando que pelo amor, pela
fé, podemos mover montanhas, podemos construir uma humanidade mais justa, mais
fraterna, uma humanidade que precisa voltar-se para o essencial, deixando de
lado aquilo que são futilidades, aquilo que nos distrai do fundamental. Aceitemos
este convite como aceitamos a Boa Nova de Jesus Cristo.
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