Quero partilhar este belo e muito significativo texto.
Acontece às vezes que, sem me aperceber, dou por mim a pensar nos “se...”. Dou por mim a olhar para trás, e para diante e para o momento, e para o que nunca foi ou para aquilo que talvez nem nunca chegue a ser. Penso apenas, e sinto. E volto a pensar e por vezes reflicto, e falo, e refilo e arrependo-me e volto atrás, ou se calhar nem tanto atrás, se calhar volto apenas a mim, ao hoje, ao que sou e a quem muito (ou tudo) devo e sabes … apareces sempre tu! Em qualquer momento, em qualquer passado, presente ou futuro, em qualquer fui, sou ou serei. E porquê? Porque sim, porque é inevitável e porque assim quero que continue, porque tu és e fazes parte de mim, mais do que nunca, mais do que sempre, fazes parte; fazes parte e não é só pelo sangue, pela genética ou hereditariedade, por aquilo que dizem que nos liga; é sim porque tu és como o meu coração (para aqueles que dizem que é o coração o centro do nosso corpo, aquilo que nos faz viver), ou como o meu cérebro (para os outros que poem o cérebro no lugar do coração). Porque tu és os dois desde que isso represente a essência do meu ser, desde que isso mostre o quão depende sou de ti (e de uma forma mesmo saudável), como um vício bom e que sem ele já não posso mais viver. E porque às vezes as palavras enganam, porque por vezes quando fluem são mal interpretadas ou lhes é retirada a devida importância ou verdade. Mas sabes, quanto a mim eu não tenho dúvidas, sei que se elas fluem e voam para este papel é porque são mesmo sentidas e têm de ser ditas, escritas, deixadas num registo em que possam ser varias vezes consultadas se isso for necessário, porque é o meu coração a falar da forma que consegue, porque se Ele me pega na mão e me sopra ao ouvido eu tenho de Lhe fazer a vontade porque sei que é o que devo fazer, porque sei que Ele sabe que é isso mesmo que eu quero dizer, e também sei que Ele sabe que nunca existirão palavras, sons ou gestos suficientes para representar aquilo que foste, és e sempre serás para mim.
Porque tu és mais que uma das razoes de eu poder estar a escrever isto; porque tu és mais do que a razão de tudo isto que eu estou a sentir e que é tão puro e verdadeiro; porque tu és mais que o meu ídolo; porque tu és mais que o meu exemplo; porque tu és mais do que aquele que quando está triste me faz ficar triste também; porque tu és mais do que aquele que quando, por razões desconhecidas, certas palavras aparecem em sítios e alturas erradas e me fazem chorar por te terem acertado e ferido de uma forma que nunca quis nem quero; porque tu és mais que um pai, que um amigo ou irmão; porque tu és mais que tudo e porque tu és aquele que quando eu penso nos “se…” me faz perceber que se há “se…” na minha vida que me fazem fraquejar, o “se tu não existisses…” é o que me faz tremer de uma forma incontrolável e me faz perceber que “se tu não existisses…” (independentemente da genética e biologia humanas) eu também não conseguiria mais viver!
! AMO-TE PAI !